Aug
24

Associação Cultural Dynamite oferece novos cursos gratuitos em agosto

A ONG Dynamite, localizada no bairro do Bixiga, tem vagas disponíveis para cursos gratuitos de música e de teatro no CMIJ – Centro de Musica e Inclusão Para Jovens.

A Associação Cultural Dynamite, organização sem fins lucrativos, mantém no bairro do Bixiga, em São Paulo, o Centro de Música e Inclusão para Jovens. Aberto há pouco mais de dois anos, através do CMIJ entidade já formou e atendeu mais de 1000 jovens com uma variada gama de cursos musicais.

Estão abertas as vagas para os cursos gratuitos no segundo semestre de 2011. Entre as turmas estão a de teatro (adulto e infantil), musicalização, música no computador, DJ e orquestra de violão. As aulas ocorrem durante a semana no bairro do Bixiga, na sede da entidade na rua Treze de Maio, 363. Há cursos a tarde e è noite.

Para se inscrever, o aluno deve ligar no telefone (11) 3104.5920 ou comparecer pessoalmente a Associação Cultural Dynamite. Mais informações e horários das turmas estão disponíveis no site http://www.cmij.org.br ou através do telefone (11) 3104.5920 das 14h as 21h.

A ONG Dynamite tem apoio do projeto Ponto de Cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e do programa Ofício Social da Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Participação e Parceria.

Empresas com interesse em patrocinar ou apoiar os projetos da Associação Cultural Dynamite, aprovados pela Lei Rouanet ou via dedução de impostos por doação, podem entrar em contato pelo e-mail andregomesrp@dynamite.com.br.

Para baixar a apresentação completa do projeto clique na imagem abaixo:

Serviço

CMIJ
Centro de Música e Inclusão para Jovens

Endereço: Rua Treze de Maio, 363, Bixiga (Bela Vista) – São Paulo

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 14h as 21h.

Telefone: (11) 3104 5920 – Site: http://www.cmij.org.br

Nov
01

Arquivo do Rock Brasileiro Tour Interior de São Paulo 2010

ARQUIVO DO ROCK BRASILEIRO

TOUR INTERIOR DE SÃO PAULO 2010

Projeto Arquivo do Rock Brasileiro, que resgata as origens do estilo em nosso país, divulga lista de cidades a serem visitadas por sua exposição itinerante em sua terceira etapa agora em novembro de 2010.

APRESENTAÇÃO

O Arquivo do Rock Brasileiro resgata as origens do rock brasileiro, enfatizando o período de sua formação, de 1955 a 1979, com gravações, capas de discos, livros e revistas e imagens de fotógrafos como Mário Luiz Thompson e Conceição Almeida e produtores como Antônio Aguillar. E mantém um site www.arquivodorock.com.br com mais de 300 verbetes e 1000 arquivos de áudio, a maioria deles nunca digitalizados anteriormente.

O projeto além de ser uma exposição itinerante, desenvolve diversas atividades artísticas. Na área do audiovisual podemos destacar a exibição de documentários e filmes onde o rock tem destaque na trilha e no enredo. Na parte musical ocorrem shows musicais de grupos de veteranos do rock nacional. Outra atividade prevista é uma palestra em cada cidade, onde o curador do projeto Ayrton Mugnaini Jr fala sobre como o projeto foi desenvolvido.

A primeira edição do projeto foi desenvolvida a nível nacional, sob o patrocínio da Petrobras, realizando exposições em diversas cidades durante os anos de 2007 e 2008, sendo duas na capital de São Paulo, além de Curitiba e Londrina (PR), Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) Recife (PE) e Brasília (DF). Na segunda etapa em 2009, o ARB realizou sua primeira turnê pelo interior de São Paulo, visitando as cidades de Pirapora do Bom Jesus, Mairiporã, Jacareí, Santo André e São Caetano do Sul.

Para a terceira etapa em 2010, o ARB visitará outras cinco cidades do interior de São Paulo. As cidades selecionadas para a realização do projeto são: Diadema, Jandira, Embu Guaçu, São José dos Campos e Biritiba Mirim. Em cada cidade teremos palestra com o curador Ayrton Mugnaini Jr. e apresentação especial da ARBanda tocando sucessos do rock brasileiro desde suas origens nos anos 1950 a sua explosão e amadurecimento nos anos 1970.

O Arquivo do Rock Brasileiro – Tour Interior de São Paulo 2010 é apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural 2010.

DATAS E LOCAIS

05, 06 e 07 de novembroDiadema – Centro Cultural Nogueira | Rua Marcos de Azevedo, n°240

 09, 10 e 11 de novembroJandira – Faceq | Via de Acesso João de Góes, n° 2335

 16, 17 e 18 de novembroEmbu Guaçu – Centro Cultural | Praça Ivan Braga de Oliveira, s/n°

 19, 20 e 21 de novembroSão José dos Campos – OCR Altino Bondesan | Avenida Olivo Gomes, n°100

 26, 27 e 28 de novembroBiritiba Mirim – Palco da Praça | Praça São Benedito, s/n°

 SOBRE A PALESTRA

Ayrton Mugnaini Jr., curador do Arquivo do Rock Brasileiro, traça as influências, origens e desenvolvimento do rock brasileiro desde os anos 1950 a 1970, com o auxílio de gravações (em CD), mostrando as raízes do gênero com exemplos anteriores, dos anos 1930 e 1940, quando já havia artistas brasileiros experimentando com o blues, o jazz e outros gêneros que, ao mesmo tempo, contribuíram para o nascimento do rock nos EUA. Saberemos também como o rock, música criada fora do Brasil, seguiu o exemplo de outras músicas estrangeiras como a valsa, o tango e a guarânia que, ignorando a xenofobia e o purismo de muitos, aclimatou-se a ponto de se abrasileirar. Lembraremos também as diversas fases e estilos de rock brasileiro, como as primeiras fusões do rock com ritmos brasileiros como samba e baião, já nos anos 1950; o fenômeno de massa da jovem guarda; os primeiros grupos pesados como A Bolha e Patrulha do Espaço; o pop cantado em inglês dos anos 1970; e o val e-tudo do tropicalismo.

ARBanda

A idéia de formar uma banda para incrementar as exposições do Arquivo do Rock Brasileiro veio de André Pomba, diretor do projeto, ainda em 2007, e acaba de ser viabilizada. O repertório da ARBanda se compõe de sucessos do rock brasileiro desde suas origens nos anos 1950 a sua explosão e amadurecimento nos anos 1970. Não se trata de “banda cover”, pouco se importando com os arranjos originais, porém mantendo a garra e irreverência que são requisitos importantes para o melhor rock em qualquer época e local.

Os integrantes da ARBanda são:

Patrícia Toscano (vocal): pode ser considerada uma Pat Benatar brasileira, já que tem formação erudita (foi aluna de Benito Maresca e da regente Dálete Alécio) e usa muito bem sua técnica e versatilidade a serviço de tudo: rock, samba, casamentos (no grupo Unisson e, como suplente, no Almanak), musicais (como Leminski, Limão e Gelo) e até óperas completas, como La Traviata de Verdi, encenadas pela Companhia da Ópera.

Laércio Muniz (bateria): também correu o Estado de São Paulo tocando no musical Leminski, Limão e Gelo, além de ter estudado na Escola de Música e Tecnologia (EMT) com o professor Caio Dohogne, sob a supervisão de Giba Favery. È, além disso, integrante do grupo Tropicaos. Nem parece que ele toca há apenas cinco anos.

Marcelo Cernuschi Agulha (guitarra): também é integrante do Tropicaos. Estudou na Academia de música Carlos Iafelice, com o professor José Renato, que aplicou o método desenvolvido por Mozart Mello. Atualmente estuda com Leandro Brenner, que aplica o método desenvolvido por Nelson Faria. Integrou bandas como Banda Bambu, The Guapos, Cabrones e The Judes. Não participou do musical Leminski, Limão e Gelo, mas tocou nos grupos teatrais A. Jaca Est e Caligraferia.

Leonardo William Freund (guitarra): outro que se esbaldou tocando no musical Leminski, Limão e Gelo, e atualmente integra as bandas Freund’s Party (composições próprias) e Roclowns (que transforma tudo em rock).

Ayrton Mugnaini Jr. (contrabaixo): onde já vimos este nome? Ah, sim, é o curador do ARB. De seu CV musical podemos citar que foi integrante da primeira fase do Língua de Trapo e da segunda fase do Magazine de Kid Vinil, atualmente está n’A Banda liderada por Tato Fischer, lidera seu próprio grupo, o TONQ (Tosqueira Ou Não Queira) e tem composições gravadas ou sampleadas por Falcão, Pato Fu, Nasi & Os Irmãos do Blues e outros. Estudou canto lírico com Graziela Sanches e violão flamenco com Cristina Azuma. E é integrante do Clube Caiubi de Compositores. Só faltou tocar no Leminski, Limão e Gelo, mas compôs a trilha do musical Olho da Rua do saudoso Paulo Yutaka, encenada por alunos da EAD da USP.

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Jan
14

ABDU$OM HIP HOP – Tour Interior de São Paulo 2010

Depois de sua bem sucedida primeira edição pela cidade de São Paulo, o projeto ABDU$OM apresentará durante os meses de janeiro e fevereiro de 2010 sua tour pelo interior de São Paulo. O projeto consiste em levar a arte do hip hop através de cinco dias de oficinas para a população carente de cinco cidades do Estado. Serão cinco oficinas de técnicas de DJ e produção de bases de hip hop, com orientação do DJ e produtor Smokey Dee e do DJ Big Edy.
Participarão de cada oficina aproximadamente 20 jovens entre 14 e 26 anos. Com esse número de participantes, cada jovem obterá um maior aproveitamento da oficina. Para participar, todos deverão se inscrever previamente. As oficinas terão inscrições gratuitas. As cidades e locais selecionados são:

23 de janeiro – Pirapora do Bom Jesus
Casa da Cultura (Rua Newton Prado, 08)

30 de janeiro – Mairiporã
Espaço da Cultura (Rua XV de Novembro, 167)

31 de janeiro – Jacareí
CEJU – Centro da Juventude (Rua New Jersey, 420)

06 de fevereiro – Diadema
Centro Cultural Canhema – Casa do Hip Hop (Rua 24 de Maio, 38)

07 de fevereiro – São Caetano do Sul

Estação Jovem (Rua Serafim Constantino, s/n°)

As oficinas consistem em:

OFICINAS DE PRODUÇÃO DE BASES PARA HIP HOP

As oficinas tem um período de quatro horas, apresentando toda a estrutura, funcionamento e manuseios de softwares utilizados por DJ’s e produtores.

Técnicas de samplers, edição, sequencer, e finalização
Técnicas de utilização de softwares
Programas: Reason, Sound Forge, Recycle e Plug-ins

Durante a oficina o aluno aprenderá:

Samplear de vinil e CD
Editar e tratar o sample a ser utilizado
Montar a base (sequenciar)
Mixar
Finalização e pré-master utilizando Plug-ins

OFICINAS  DE DJ

As oficinas tem um período de quatro horas, apresentando toda a estrutura, funcionamento, e manuseios dos equipamentos usados por DJ’s em bailes e apresentações.

Conservação do vinil
Contagem do tempo (bpm)
Viradas e articulação (contato com agulha e vinil)
Achar o ponto do vinil para colagem
Noções de regulagens, volumes e equilíbrio de som

O projeto “ABDU$OM – Tour Interior de São Paulo 2010” é realizado pelo Associação Cultural Dynamite com o apoio do ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura.

Informações: Hanilton Scofield – hanilton@dynamite.com.br | Telefone (11) 3064-1197 / 9767-8150

Dec
19

BOAS FESTAS!

Nov
22

Público se diverte com grandes clássicos no Chuveiro In Concert do Mix Music

19/11/2009 – São Paulo – Choperia do SESC Pompéia

Começou animado o Mix Music na Choperia do SESC Pompéia, sob o comando de Érika Martins. A ex-Penélope deu início ao show, chamado Chuveiro In Concert, cantando “Can’t Take My Eyes Off Of You”, fazendo todo mundo pular e cantar em coro na hora do refrão.

Depois de cantar “Jardins da Babilônia”, de Rita Lee, Érika chamou ao palco o cantor André Frateschi, o líder do projeto Heroes, que faz covers de David Bowie. A primeira que André cantou foi “Can’t Buy Me Love”, do Beatles. Sua participação continuou com “Meu Erro”, do Paralamas do Sucesso, e, como não podia faltar, “Rebel Rebel”, de Bowie, esta já com sua mulher, Miranda Kassin, em cima do palco. O casal, em seguida, fez um dueto flamejante em “Light My Fire”, do The Doors.

Érika, que dançava e brincava com o público e os músicos o tempo todo, voltou a se destacar em cena na meiga “Estúpido Cupido”, de Celly Campello. Na seqüência, “Ando Meio Desligado”, do Mutantes, ganhou uma interpretação bem descolada de Miranda e André, mais uma vez, com destaque para os backing vocais em falsete do carismático cantor.

Assim como André é conhecido pelo Heroes, Miranda é famosa pelo projeto I Love Amy, no qual interpreta Amy Winehouse. Sendo assim, “Rehab”, da garota problema inglesa, também não podia ficar de fora. Durante essa música, aliás, alguém na plateia deu à cantora um copo de bebida para compor melhor o figurino. Perfeito! Depois dessa, Érika brilhou em “Perigosa”, das Frenéticas. Essa levantou todo mundo.

Mais um convidado entrava no palco da Choperia, e mais um casal se formava. Gabriel Thomaz, vocalista e guitarrista do Autoramas, foi apresentado por Érika, sua mulher, e mandou de cara “Twist And Shout”, contando com a ajuda dos presentes na hora dos berros. Depois cantou “É Proibido Fumar”, do rei Roberto Carlos. Durante essa música, Gabriel, fumante confesso, lamentou a nova lei, que proíbe fumar em ambientes fechados. Alguém deu a ele um cigarro. Ele agradeceu; preferiu não acendê-lo, mas passou um bom tempo com ele na mão.

O grande momento de Gabriel viria logo depois, com “Meu Sangue Ferve Por Você”, de Sidney Magal, cantada em dueto com Érika. O líder do Autoramas chegou a tentar uns passinhos. Não foi lá muito bem sucedido, mas foi divertido de ver. Outro dueto do casal veio em “A Mais Pedida”, que o Raimundos gravou no fim da década passada com participação da própria Érika. “Abre a Rodinha”, de Sarajane, abriu rodas no meio do público e manteve o clima de diversão que tomava o ambiente. Antes da última convidada aparecer rolou “A Menina Dança”, do Novos Baianos.

Rosana entrou e fizou sozinha no palco. Foi para trás do teclado e de lá mandou “Custe o que Custar”, com direito a mãozinhas para cima no refrão. Depois a cantora chamou a banda e mandou outra balada, esta mais conhecida: “Nem Um Toque”. “O Amor e o Poder”, seu grande hit veio em seguida.

No finalzinho da festa, todos os participantes do show subiram ao palco para cantar “Dancing Days”, das Frenéticas. Érika Martins lembrou que o Mix Music era um evento que prezava pela diversidade sexual e que todos estavam ali para comemorar o direito que cada um tem de gostar de quem bem entender, independente das preferências. “Whisky A Go Go”, do Roupa Nova, e “I Will Survive”, de Gloria Gaynor (nesta, Gabriel Thomaz fez com a boca os solos de metais), puderam fim à apresentação.

Os cantores e os excelentes músicos da banda de apoio se despediram, mas o público não estava pronto para ir embora. Para um último adeus, Rosana subiu mais uma vez e mandou um bis de “O Amor e o Poder”, com participação especial de Érika Martins e de Hanilton Scofield, produtor do Mix Music, que arrancou gritos do público com sua dancinha sensual. Agora, sim, era o fim do festival. Quem foi se divertiu bastante.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Thais Viana

Nov
09

Começa na sexta-feira o festival Mix Music

Começa na sexta, dia 13 de novembro, a décima edição do festival Mix Music, a parte musical do festival de cinema Mix Brasil. O evento musical, assim como o cinematográfico, aborda a temática da diversidade sexual.

Essa próxima edição será realizada em quatro dias, em quatro lugares diferentes de São Paulo.

Confira a programação completa:

13/11 – 20h
Mix Music Karaokê – Centro Cultural da Juventude

O evento, com entrada gratuita, será comandado pela top drag Thalia Bombinha, tendo a participação especial das drags Renata Peron e Valenttini como juradas. A noite conta ainda com discotecagem do DJ André Pomba. Todos podem se inscrever antecipadamente ou mesmo na hora, tendo um minuto pra mostrar (ou não) o seu talento, com direito a prêmios inusitados.

15/11 – 16h
Mix Music na Vitrine – Galeria Olido

Mais um evento com entrada gratuita. Na Olido, três bandas do cenário independente mostrarão seu trabalho. São elas: Paris Le Rock, The Trixers e Twinpine(s).

19/11 – 21h
Mix Music Chuveiro in Concert – Choperia do SESC Pompéia

No comando desse show estará a cantora Érika Martins (foto – ex-Penélope) com uma super banda, tendo como vocalistas convidados Gabriel Thomaz (Autoramas), André Frateschi, Miranda Kassin e a grande ícone dos anos 80: Rosana. Os ingressos, à venda em toda Rede SESC, custam R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes), R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Para mais informações sobre o festival e os artistas participantes, acesse o seguinte endereço:
http://www.festivalmixmusic.com.br/

Oct
06

Rádio de Outono apresenta novo formato no encerramento da Mostra do Prêmio Dynamite

04/10/2009 – São Paulo – SESC Pompéia

A segunda noite da Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente foi iniciada com a banda carioca R.Sigma. O quinteto funde em seu som influências diversas e distantes, como uma combinação improvável de At The Drive-In com Los Hermanos, se fosse para comparar com alguma coisa. O importante é que o resultado da junção dessas referências é uma identidade sonora bastante interessante, com um excelente trabalho instrumental e uma preocupação bacana com as letras. Para melhorar, em ação a banda é melhor ainda. Os guitarristas Tomás e Diogo tocam com muita garra, mas os olhos são constantemente atraídos para o vocalista Lucas, descalço, que se move como se sentisse a música passando por dentro de seu corpo. O show trouxe ótimas músicas do álbum de estreia do R.Sigma, “Reflita-se”, dentre as quais de sobressaíram “O Mito do Insubstituível” e “Sobre Trunfos e Bandeiras” – a última do show dos cariocas.

Na sequência veio a dupla brasiliense Lucy And The Popsonics, com seu electro rock modernoso. A vocalista e baixista Fernanda contou ao microfone o quanto tocar no SESC era especial para ela, particularmente, e explicou o motivo disso: ela foi medalha de ouro em natação pelo SESC na infância. No show foram tocadas músicas dançantes, como “Garota Rock Inglês”, “Chick Chick Boom”, “Eletronische Musik” e “Coração Empacotado”. É necessário dizer que Fernanda canta todas as músicas exatamente do mesmo jeito, o que faz com que todas elas fiquem extremamente parecidas e com que o show logo cause cansaço. Seria interessante dar uma variada nisso aí. Além disso, a versão electro para “Refuse/Resist”, grande clássico do Sepultura, não colou de jeito nenhum. Para o encerramento a dupla deixou a engraçadinha “I Wanna Be Your Tamagotchi”, cantada em versão bilíngue – parte em inglês, parte em português.

A última banda a se apresentar na Mostra foi a recifense Rádio de Outono. O quarteto de pop rock, que começou carreira sem guitarra, com melodias guiadas por um teclado simpático, apresentou nesse show uma nova formação, agora com guitarra e sem teclado. Nesse novo formato a banda mostrou versões diferentes, inevitavelmente mais pesadas, de músicas como “Espelhos Quebrados”, por exemplo. O Rádio de Outono encerrou a Mostra com um show animado, sob uma belíssima iluminação.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Hanilton Scofield

Oct
05

Rock Rocket fecha em alta temperatura a primeira noite da Mostra do Prêmio Dynamite

03/10/2009 – São Paulo – SESC Pompéia

A primeira banda a se apresentar na Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente foi o Instiga. O trio de Campinas/SP entrou no palco com o público ainda se acomodando nos assentos do teatro do SESC Pompéia. A banda aqueceu os presentes com sua peculiar mistura de indie rock com a mpb de nomes como Chico Buarque e Belchior. Músicas como “Olá”, “Sabiá” e “Tem Uma Banda” chamam a atenção pelos vocais despretensiosos, paradinhas surpreendentes, a guitarra balanceando bem base e riffs astutos e as excelentes linhas de baixo (não é à toa que o instrumento até ganha espaço para solo numa das músicas). Durante sua apresentação, o Instiga fez os que já conheciam cantarem junto e despertou curiosidade nos que ainda não estavam familiarizados com sua música. A banda ainda aproveitou o evento para tocar uma música inédita, chamada “Não Se Mate”.

Dando continuidade à Mostra, o Seychelles, da capital paulista, fez um show com uma pegada bem diferente da banda que havia acabado de se apresentar. Apesar da diferença de postura – um tanto mais polida –, o Seychelles divide com o Instiga a mistura de referências da música internacional (que vão do rock psicodélico à música eletrônica) com inspirações brasileiras, como o Secos & Molhados (provavelmente pelo fato do timbre de voz do vocalista Gustavo Garde remeter em muitos momentos ao de Ney Matogrosso). O Seychelles usou boa parte do tempo para apresentar músicas de seu álbum mais recente, “Nananenen”, como “No Caminho de Shangri-la”, “Highway” e “Poperô”. Os melhores momentos do show foram as barulheiras que a banda produziu ao final de algumas músicas, com efeitos e microfonias. A utilização de dois painéis luminosos um de cada lado do palco e um giroflex bem no centro, e a divertida movimentação de palco do baixista Fernando Cortez também mereceram destaque.

Para encerrar a noite, os também paulistanos do Rock Rocket, notadamente a atração mais aguardada. O trio incendiou o palco com seu rock sujo, simples e direto. Tocaram músicas como “Ninfomaníaca”, “Por Um Rock’n’Roll Mais Alcoólatra e Inconsequente”, “Cerveja Barata” (que foi cantada em coro) e “Puro Amor Em Alto Mar”, que serviu para o encerramento da apresentação, regada a cerveja. Falando em cerveja, em dado momento o baterista Alan, ao microfone, pediu desculpas ao Seychelles por ter roubado todo o suco de cevada do camarim enquanto a banda se apresentava. Difícil perdoar uma dessa, hein? Enfim, o Rock Rocket levantou o público das cadeiras, fazendo os mais animados caírem na dança, e assim terminava a primeira noite da festa.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Hanilton Scofield

Sep
24

Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente

O Prêmio Dynamite de Música Independente existe desde 2002 e é o maior mapeamento que se tem notícia da cena independente brasileira. Desde o ano passado, a Associação Cultural Dynamite em parceria com o SESCSP, passou a realizar a Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente no Teatro do SESC Pompéia, reunindo algumas revelações e destaques deste cenário de todo o Brasil. Este ano a mostra se realizará nos dias 3 e 4 de outubro e trará grupos de variados estilos e Estados.

Dia(s) 03/10 – Sábado, 21h.

Instiga – Em turnê de divulgação do terceiro CD “Tenho uma banda”, lançado em 2008, a banda campineira firmou-se no cenário independente com seu rock cru e agressivo. Seus dois primeiros álbuns, “Máquina Milenar” (2005) e “Menino Canta Menina” (2007) ganharam destaque na mídia especializada e levou os garotos a serem escolhidos pela BBC de Londres como a única representante da América do Sul entre as 20 finalistas do concurso global The Next Big Thing.

Rock Rocket – Banda conhecida da cena independente, os Rock Rocktes darão nesse show uma demonstração do seu rock rápido, direto e desbocado. No repertório, divertidas canções punk como “Cerveja Barata”, “Por um Rock’n'Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente” e “Doidão”.

Seychelles. “O grupo traz em seu som algo de retrô, quase inconsciente, que ajuda a manter acesa a chama metropolitana, urbana e underground do rock”. Palavras de Edgard Scandurra. No palco a banda traz melodias intrigantes, arranjos bem amarrados, letras inteligentes e toda a empolgação rock´n´roll.

Dia(s) 04/10 – Domingo, às 18h.

R.Sigma – A banda surgiu em 2004, e desde então é presença constante em importantes festivais, como os Secret Shows do MySpace, Mada, Feira da Música de Fortaleza e Grito Rock. Foi a banda vencedora do Festival Nokia Xpress Bands 2008. Em julho deste ano, o R.Sigma lançou seu primeiro CD, “Reflita-se”.

Lucy and the Popsonics - O conceito é simples: Uma garota, um garoto e um mp3 player. O Lucy and the Popsonics talvez seja a primeira banda a desafiar leis matemáticas e criar uma dupla com três integrantes: Fernanda, Pil Popsonic e a bateria eletrônica Lucy.Os sons digitais dão a base para sua música: um pop despretensioso, que não deixa de lado uma certa acidez. No repertório, as músicas do primeiro álbum “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”.

Rádio de Outono – Banda consolidada no cenário pop recifense e nordestino, a Rádio de Outono consegue aliar repertório com potencial radiofônico e qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, o grupo obtém uma sonoridade atípica, marcada principalmente pela ausência de guitarras.

Não recomendado para menores de 12 anos.

Preços: R$ 16,00 [inteira]; R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]; R$ 4,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]. Ingressos à venda em toda a Rede SESC.

Local: Teatro do SESC Pompéia – Rua Clélia, nº93 – Pompéia – São Paulo / SP Telefone (11) 3871-7700 – 0800 11 8220 – Site: www.sescsp.org.br

Informações: Hanilton Scofield – hanilton@dynamite.com.br / (11) 9767-8150

Jul
13

Galeria do Rock comemora o Dia do Rock com shows

11 e 12/07/2009 – São Paulo – Galeria do Rock

Sábado e domingo, dias 11 e 12 de julho, foram dias de festa na Galeria do Rock. Antecipando a comemoração do Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de julho, o Instituto Cultural Galeria do Rock, com o apoio da Associação Cultural Dynamite, promoveu eventos com shows, moda rock, móbiles e escultura.

No sábado apresentaram-se três bandas: Izi, Mr.Clown e Iluvines. O Izi traz um pop rock, bem eficiente e honesto. O destaque do quarteto  é a vocalista Anna Flávia, que tem boa presença de palco e voz marcante. Além de músicas próprias, fizeram um cover para “Beat It”, do Michael Jackson, que saiu bem legal.

Logo após, vieram os mineiros do Mr. Clown, que tocaram um hardcore melódico sem inovações, mais de forma competente.

Depois disso, todo mundo desceu para o segundo andar da galeria para conferir um desfile de moda rock. Foi um sucesso, pois, além de as roupas serem bonitas, as modelos eram ainda mais. Deleite para os barbados de plantão.

Depois do desfile, voltamos todos para o quinto andar para assistir a banda de gothic metal Iluvenis, que fez o melhor show da tarde. Formado por cinco belas e talentosas garotas, o Iluvenis apresentou um repertório somente de covers de artistas como Type O Negative, com destaque para “Sweet Dreams”, do Eurythmics, mas na versão do Mariliyn Manson. O visual gótico das meninas também fez a diferença. A banda já deveria ter material próprio. Tocar covers pode ser até legal, mas quando se trata de gente com talento, como é o caso do Iluvenis, podemos considerar como um desperdício. Conversando com a ótima baixista Tama, fiquei sabendo que elas estão produzindo material próprio. Preparem-se, pois vem surpresa boa por aí!

No domingo, confesso que fiquei um pouco preocupado, pois o mau tempo de sábado prejudicou um pouco a vinda de público. No domingo, o tempo estava igual ao de sábado, mas prevaleceu uma máxima: não existe tempo ruim para o rock! Mesmo com o tempo ameaçando chuva, a galera compareceu em peso. Infelizmente, e por motivo de segurança, muita gente não conseguiu entrar no show. A primeira banda a se apresentar foi o Granada, que apresentou um hardcore melódico com letras calcadas em relacionamento. A banda mostrou que tem uma boa estrutura e que conta com um bom número de fãs.

Depois do show do Granada, já se via um bom número de roqueiros e principalmente headbangers, prontos para o que viria em seguida: Baranga. A banda paulistana, formada por Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria), entrou quebrando tudo, mostrando seu hard rock sujo, pesado. Se o Granada falou sobre amor, o Baranga falou sobre mulheres, bebedeira e carros, no melhor estilo AC/DC. A performance do quarteto contagiou a galera presente, que adorou músicas como “Pirata do Tietê”, e, como não poderia deixar de ser, “Whinsky do Diabo”. Mais uma apresentação cheia de energia do Baranga, só pra variar.

Em seguida, veio a maior banda de hard rock do Brasil: Golpe de Estado. A banda já pegou um bom público e detonou sucessos como “Sanguessugas”, “Undreground” e “Velha Mistura”, fechando com o hino “Noite de Balada”. Paulo Zinner (bateria), Nelson Brito (baixo), Kiko Muller (vocais) e o mestre Helcio Aguirra (guitarra) provam que são como vinho: quanto mais velhos, melhor!

Pena que depois do show do Golpe a maior parte da galera foi embora e perdeu o ótimo show do Zanefate, que fechou a tarde misturando reggae com outras tendências.

Ainda na galeria rolou uma exposição de três esculturas, homenageando o mestre Raul Seixas, Elvis Presley e Michael Jackson, e uma exposição de fotos montadas em móbile, mostrando astros do rock nacional e internacional. Quem foi, curtiu muito e saiu com gosto de quero mais.

Texto: Marcelo Teixeira
Fotos: AS Neto

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