Foi realizada na noite do dia 14 de janeiro a entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente referente a 2007 e votado pelo público em 2008. A cerimônia, realizada num auditório da Assembléia Legislativa de São Paulo, foi apresentada por Kaká Schwartzman, que apresenta o programa Crash TV.
Os primeiros a serem chamados para botarem as mãos no troféu – três bananas de dinamite com um relógio-despertador, produzida pela Oficina de Jóias – foram os integrantes da banda paranaense Sugar Kane, vencedores na categoria Punk/Hardcore.
Dando continuidade, foi anunciada a banda vencedora na categoria Heavy Metal: a paraense Madame Saatan. Como não puderam estar presentes, os músicos mandaram um vídeo de agradecimento. O mesmo aconteceu com o vencedor na categoria Personalidade. Assim como seus conterrâneos, Bernie Walbenny – um dos maiores produtores culturais do Norte do Brasil – também teve seu agradecimento transmitido através do telão. O Pará ainda levou mais uma dinamite. O Quaderna, vencedor na categoria Destaque Regional, teve um integrante presente para recebê-las, contudo.
O goiano Fabrício Nobre subiu ao palco duas vezes. Primeiro para receber pela Monstro Discos, eleita na categoria Selo/Gravadora, e depois pela Abrifin – a qual preside – que levou o prêmio na categoria Produtora/Movimento/Associação. O Centro-Oeste teve mais um vencedor. A banda cuiabana de folk rock Vanguart também estava lá para levar para casa o prêmio na categoria Indie, e Helio Flanders, vocalista da mesma, ainda aproveitou para receber pelo programa mineiro Alto-Falante, mais uma vez vencedor na categoria Programa de TV/Emissora.
O Mundo Rock de Calcinha, de São Paulo, levou na categoria Programa de Rádio/Emissora e um dos representantes aproveitou o discurso de agradecimento para convidar a banda feminina Lipstick, também de São Paulo, para ir ao estúdio ainda esse ano para participar do programa. As meninas do Lipstick, aliás, já haviam recebido o troféu na categoria Pop. Os aplausos foram calorosos. Não só aplausos, como também assovios. A ala masculina se empolgou com o quinteto. Pedro D’Eyrot, do Bonde do Rolê, recebeu as dinamites pelo grupo paranaense, que faturou na categoria Música Eletrônica.
Numa pequena pausa, André Pomba, publisher da Dynamite, prestou homenagens emocionadas a três grandes nomes do rock nacional que nos deixaram recentemente: Fran (Chave do Sol), Coquinho (Patrulha do Espaço), Deborah Carvalho (Made In Brazil). Em seguida foram entregues troféus de homenagem ao deputado Bruno Covas, que convocou a todos para participar da CPI que investigará a arrecadação do ECAD, e Toninho, que está há 15 anos no comando da Galeria do Rock, um dos marcos de São Paulo, e ainda preside o Centro Cultural da Galeria.
De volta aos vencedores, um representante foi buscar as bananas de dinamite pela jovem paulistana Mallu Magalhães, que ganhou na categoria revelação. Enquanto o rapaz se dirigia ao palco, alguém gritou “Como você está diferente, Mallu!”, para uma gargalhada geral. Até o rapaz não se conteve.
A banda gaúcha Pata de Elefante venceu na categoria Instrumental, mas pediu para Luiz Miranda (guitarrista do Chimpanzé Clube Trio, que havia concorrido na mesma categoria) guardar o troféu.
São Paulo ainda ficou com os prêmios de Melhor Evento, conquistado pelo ABC Pró HC; Veículo Impresso, conquistado pela Rolling Stone Brasil; e Rap/Hip Hop/Black, conquistado por Xis. O Hangar 110, também de Sampa, levou mais uma vez na categoria Casa de Shows Alternativos, e Marcão estava lá mais uma vez para agradecer. Em sete edições de Prêmio Dynamite, o Hangar levou seis vezes e é o melhor vencedor na história da premiação.
O vocalista Fauzi recebeu pela Tribo de Jah, banda maranhense vencedora na categoria Reggae/Ska. Com sua voz inimitável, Fauzi agradeceu e disse que gostaria de usar a dinamite para explodir com o esquemão do jabá. E ali não devia ter quem não concordasse.
Fernanda Takai, vencedora na categoria MPB/Samba, também agradeceu via vídeo e explicou que não pôde comparecer porque está tentando vencer mais um prêmio, dessa vez na categoria “melhor mãe”. No vídeo, Fernanda pintava pedrinhas com sua filha Nina.
Para encerrar a cerimônia os gaúchos do Cachorro Grande foram receber mais uma vez o prêmio na categoria Rock. Depois de agradecer, a banda convidou a todos para a esperada cerveja, que seria servida no hall. E com o calor que fazia, ninguém nem pensou em hesitar. O fim de noite foi em clima de encontros e também reencontros de pessoas de diferentes partes do Brasil, todas celebrando nossa tão querida música independente.
Texto: Bruno Palma Fernandes
Fotos: Raul “Bones” Souza (Oficina de Jóias)


