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Apr
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Abdu$om faz sucesso com projeto de oficinas gratuitas

04, 05, 18, 19 e 25/04/2009 – Céu Perus, CCJ, Céu Butantã, Céu Meninos e Céu Sapopemba – São Paulo

O Projeto Abdu$om, com o apoio da Secretaria da Cultura, no Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, e da Associação Cultural Dynamite, mostrou o que se pode fazer para as comunidades carentes que fazem parte da população periférica e gostam do movimento hip hop, acreditando na educação como forma de cultura e integração social, deixando-as longe do foco das drogas e do submundo do crime.

O movimento hip hop é uma forma de mostrar para a sociedade as coisas boas que acontecem dentro da periferia, colocando o jovem em ações sociais e possibilitando transformações que podem reverter o quadro triste da marginalidade que corrompe muitos jovens dentro de favelas, bairros periféricos e lugares onde a cultura passa longe.

As oficinas realizadas pelo Abdu$om possibilitaram uma nova visão para futuros profissionais que um dia pensam em trabalhar como DJ’s e produtores musicais.         Foi o primeiro passo de uma caminhada que pode com certeza direcionar aqueles que participaram das oficinas.

A primeira oficina aconteceu no dia 04 de abril no Céu Perus, zona oeste de Sampa, com ótima estrutura, telão e tudo mais. Muitas pessoas fizeram suas inscrições na hora, resultando em um bom número de alunos para as oficinas. Estes questionaram, participaram e tiraram todo tipo de dúvida com os oficineiros Big Edy e $mokey Dee, que possui uma bagagem invejável, com mais de 20 anos ligado ao movimento hip hop, e fundador de um dos grupos mais expressivos do rap nacional, o Doctor MC’s, junto com Dog Jay e MCA.

$mokey Dee apresentou todo um processo de criação na montagem de bases para hip hop, mostrando para algumas pessoas que já estão montando seus grupos de rap que eles mesmos podem fazer suas próprias bases. Por outro lado, o DJ Big Edy apresentou técnicas de mixagem de DJ, colocando o aluno em contato com o vinil, pickups e mostrando  para  os futuros DJ’s os tempos, contagens e tudo para que a mixagens saíssem perfeitas.

Big Edy é profissional desde 1999, e nesses 10 anos de carreira participou do maior campeonato de DJ’s de São Paulo, onde sagrou-se como um dos 12 melhores DJ’s do Estado, tocando ao lado de grandes e renomados grupos e DJ’s, tais como os norte-americanos Jurassic 5, WildChild, Medafoar e DJ Homes, além de outras celebridades do rap nacional e internacional.

A segunda oficina, no dia 05 de abril, realizada no Centro Cultural da Juventude (o famoso CCJ) foi um marco para a comunidade do Cachoeirinha, zona norte.  O centro cultural ficou lotado para a felicidade dos oficineiros, que receberam a lotação máxima das inscrições, até ultrapassando o limite permitido. Houve até um rodízio para aqueles que não conseguiram se inscrever, dando uma prova de união entre os participantes, pois todos ali não queriam perder a oportunidade de ver e participar com dois grandes artistas do movimento hip hop.

A terceira oficina aconteceu no Céu Butantã, zona oeste, no dia 18 de abril, com um bom público, que apreciou com muita dedicação e atenção a cada passo apresentado nas oficinas.

A quarta oficina, no dia 19 de abril, foi no Céu Meninos, no bairro de São João Clímaco, zona sul. Esta, infelizmente, por motivos da falta de divulgação do próprio espaço, além de uma partida de futebol entre São Paulo e Corinthians, que disputavam uma vaga na final do Campeonato Paulista, e do sol forte, contou com apenas sete participantes para as duas oficinas. Mesmo assim, foi muito produtivo e proveitoso, pois os oficineiros puderam dar mais atenção para cada participante.

A última oficina aconteceu no dia 25 de abril no Céu Sapopemba, zona leste, com o maior número de público do projeto. Antes de começar, já era grande o número de pessoas que ficavam rodando, ansiosas para o início do curso.

Os alunos que participaram dessas oficinas saíram com um ótimo conteúdo, pois a base dada por DJ $mokey Dee e DJ Big Edy foi de muita produtividade. Seria bem legal se o projeto se estendesse para as comunidades carentes do interior do Estado, pois apresentaram uma riqueza muita grande para o movimento hip hop e suas vertentes, seus conceitos, e, principalmente, demonstraram um show de solidariedade, já que poucos têm a oportunidade de ter uma iniciação musical e artística tão bem elaborada didaticamente falando.

Texto e fotos: Nilson Rizada

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