Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente

O Prêmio Dynamite de Música Independente existe desde 2002 e é o maior mapeamento que se tem notícia da cena independente brasileira. Desde o ano passado, a Associação Cultural Dynamite em parceria com o SESCSP, passou a realizar a Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente no Teatro do SESC Pompéia, reunindo algumas revelações e destaques deste cenário de todo o Brasil. Este ano a mostra se realizará nos dias 3 e 4 de outubro e trará grupos de variados estilos e Estados.

Dia(s) 03/10 – Sábado, 21h.

Instiga – Em turnê de divulgação do terceiro CD “Tenho uma banda”, lançado em 2008, a banda campineira firmou-se no cenário independente com seu rock cru e agressivo. Seus dois primeiros álbuns, “Máquina Milenar” (2005) e “Menino Canta Menina” (2007) ganharam destaque na mídia especializada e levou os garotos a serem escolhidos pela BBC de Londres como a única representante da América do Sul entre as 20 finalistas do concurso global The Next Big Thing.

Rock Rocket – Banda conhecida da cena independente, os Rock Rocktes darão nesse show uma demonstração do seu rock rápido, direto e desbocado. No repertório, divertidas canções punk como “Cerveja Barata”, “Por um Rock’n’Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente” e “Doidão”.

Seychelles. “O grupo traz em seu som algo de retrô, quase inconsciente, que ajuda a manter acesa a chama metropolitana, urbana e underground do rock”. Palavras de Edgard Scandurra. No palco a banda traz melodias intrigantes, arranjos bem amarrados, letras inteligentes e toda a empolgação rock´n´roll.

Dia(s) 04/10 – Domingo, às 18h.

R.Sigma – A banda surgiu em 2004, e desde então é presença constante em importantes festivais, como os Secret Shows do MySpace, Mada, Feira da Música de Fortaleza e Grito Rock. Foi a banda vencedora do Festival Nokia Xpress Bands 2008. Em julho deste ano, o R.Sigma lançou seu primeiro CD, “Reflita-se”.

Lucy and the Popsonics – O conceito é simples: Uma garota, um garoto e um mp3 player. O Lucy and the Popsonics talvez seja a primeira banda a desafiar leis matemáticas e criar uma dupla com três integrantes: Fernanda, Pil Popsonic e a bateria eletrônica Lucy.Os sons digitais dão a base para sua música: um pop despretensioso, que não deixa de lado uma certa acidez. No repertório, as músicas do primeiro álbum “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”.

Rádio de Outono – Banda consolidada no cenário pop recifense e nordestino, a Rádio de Outono consegue aliar repertório com potencial radiofônico e qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, o grupo obtém uma sonoridade atípica, marcada principalmente pela ausência de guitarras.

Não recomendado para menores de 12 anos.

Preços: R$ 16,00 [inteira]; R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]; R$ 4,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]. Ingressos à venda em toda a Rede SESC.

Local: Teatro do SESC Pompéia – Rua Clélia, nº93 – Pompéia – São Paulo / SP Telefone (11) 3871-7700 – 0800 11 8220 – Site: www.sescsp.org.br

Informações: Hanilton Scofield – hanilton@dynamite.com.br / (11) 9767-8150

Galeria do Rock comemora o Dia do Rock com shows

11 e 12/07/2009 – São Paulo – Galeria do Rock

Sábado e domingo, dias 11 e 12 de julho, foram dias de festa na Galeria do Rock. Antecipando a comemoração do Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de julho, o Instituto Cultural Galeria do Rock, com o apoio da Associação Cultural Dynamite, promoveu eventos com shows, moda rock, móbiles e escultura.

No sábado apresentaram-se três bandas: Izi, Mr.Clown e Iluvines. O Izi traz um pop rock, bem eficiente e honesto. O destaque do quarteto  é a vocalista Anna Flávia, que tem boa presença de palco e voz marcante. Além de músicas próprias, fizeram um cover para “Beat It”, do Michael Jackson, que saiu bem legal.

Logo após, vieram os mineiros do Mr. Clown, que tocaram um hardcore melódico sem inovações, mais de forma competente.

Depois disso, todo mundo desceu para o segundo andar da galeria para conferir um desfile de moda rock. Foi um sucesso, pois, além de as roupas serem bonitas, as modelos eram ainda mais. Deleite para os barbados de plantão.

Depois do desfile, voltamos todos para o quinto andar para assistir a banda de gothic metal Iluvenis, que fez o melhor show da tarde. Formado por cinco belas e talentosas garotas, o Iluvenis apresentou um repertório somente de covers de artistas como Type O Negative, com destaque para “Sweet Dreams”, do Eurythmics, mas na versão do Mariliyn Manson. O visual gótico das meninas também fez a diferença. A banda já deveria ter material próprio. Tocar covers pode ser até legal, mas quando se trata de gente com talento, como é o caso do Iluvenis, podemos considerar como um desperdício. Conversando com a ótima baixista Tama, fiquei sabendo que elas estão produzindo material próprio. Preparem-se, pois vem surpresa boa por aí!

No domingo, confesso que fiquei um pouco preocupado, pois o mau tempo de sábado prejudicou um pouco a vinda de público. No domingo, o tempo estava igual ao de sábado, mas prevaleceu uma máxima: não existe tempo ruim para o rock! Mesmo com o tempo ameaçando chuva, a galera compareceu em peso. Infelizmente, e por motivo de segurança, muita gente não conseguiu entrar no show. A primeira banda a se apresentar foi o Granada, que apresentou um hardcore melódico com letras calcadas em relacionamento. A banda mostrou que tem uma boa estrutura e que conta com um bom número de fãs.

Depois do show do Granada, já se via um bom número de roqueiros e principalmente headbangers, prontos para o que viria em seguida: Baranga. A banda paulistana, formada por Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria), entrou quebrando tudo, mostrando seu hard rock sujo, pesado. Se o Granada falou sobre amor, o Baranga falou sobre mulheres, bebedeira e carros, no melhor estilo AC/DC. A performance do quarteto contagiou a galera presente, que adorou músicas como “Pirata do Tietê”, e, como não poderia deixar de ser, “Whinsky do Diabo”. Mais uma apresentação cheia de energia do Baranga, só pra variar.

Em seguida, veio a maior banda de hard rock do Brasil: Golpe de Estado. A banda já pegou um bom público e detonou sucessos como “Sanguessugas”, “Undreground” e “Velha Mistura”, fechando com o hino “Noite de Balada”. Paulo Zinner (bateria), Nelson Brito (baixo), Kiko Muller (vocais) e o mestre Helcio Aguirra (guitarra) provam que são como vinho: quanto mais velhos, melhor!

Pena que depois do show do Golpe a maior parte da galera foi embora e perdeu o ótimo show do Zanefate, que fechou a tarde misturando reggae com outras tendências.

Ainda na galeria rolou uma exposição de três esculturas, homenageando o mestre Raul Seixas, Elvis Presley e Michael Jackson, e uma exposição de fotos montadas em móbile, mostrando astros do rock nacional e internacional. Quem foi, curtiu muito e saiu com gosto de quero mais.

Texto: Marcelo Teixeira
Fotos: AS Neto

Abdu$om faz sucesso com projeto de oficinas gratuitas

04, 05, 18, 19 e 25/04/2009 – Céu Perus, CCJ, Céu Butantã, Céu Meninos e Céu Sapopemba – São Paulo

O Projeto Abdu$om, com o apoio da Secretaria da Cultura, no Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, e da Associação Cultural Dynamite, mostrou o que se pode fazer para as comunidades carentes que fazem parte da população periférica e gostam do movimento hip hop, acreditando na educação como forma de cultura e integração social, deixando-as longe do foco das drogas e do submundo do crime.

O movimento hip hop é uma forma de mostrar para a sociedade as coisas boas que acontecem dentro da periferia, colocando o jovem em ações sociais e possibilitando transformações que podem reverter o quadro triste da marginalidade que corrompe muitos jovens dentro de favelas, bairros periféricos e lugares onde a cultura passa longe.

As oficinas realizadas pelo Abdu$om possibilitaram uma nova visão para futuros profissionais que um dia pensam em trabalhar como DJ’s e produtores musicais.         Foi o primeiro passo de uma caminhada que pode com certeza direcionar aqueles que participaram das oficinas.

A primeira oficina aconteceu no dia 04 de abril no Céu Perus, zona oeste de Sampa, com ótima estrutura, telão e tudo mais. Muitas pessoas fizeram suas inscrições na hora, resultando em um bom número de alunos para as oficinas. Estes questionaram, participaram e tiraram todo tipo de dúvida com os oficineiros Big Edy e $mokey Dee, que possui uma bagagem invejável, com mais de 20 anos ligado ao movimento hip hop, e fundador de um dos grupos mais expressivos do rap nacional, o Doctor MC’s, junto com Dog Jay e MCA.

$mokey Dee apresentou todo um processo de criação na montagem de bases para hip hop, mostrando para algumas pessoas que já estão montando seus grupos de rap que eles mesmos podem fazer suas próprias bases. Por outro lado, o DJ Big Edy apresentou técnicas de mixagem de DJ, colocando o aluno em contato com o vinil, pickups e mostrando  para  os futuros DJ’s os tempos, contagens e tudo para que a mixagens saíssem perfeitas.

Big Edy é profissional desde 1999, e nesses 10 anos de carreira participou do maior campeonato de DJ’s de São Paulo, onde sagrou-se como um dos 12 melhores DJ’s do Estado, tocando ao lado de grandes e renomados grupos e DJ’s, tais como os norte-americanos Jurassic 5, WildChild, Medafoar e DJ Homes, além de outras celebridades do rap nacional e internacional.

A segunda oficina, no dia 05 de abril, realizada no Centro Cultural da Juventude (o famoso CCJ) foi um marco para a comunidade do Cachoeirinha, zona norte.  O centro cultural ficou lotado para a felicidade dos oficineiros, que receberam a lotação máxima das inscrições, até ultrapassando o limite permitido. Houve até um rodízio para aqueles que não conseguiram se inscrever, dando uma prova de união entre os participantes, pois todos ali não queriam perder a oportunidade de ver e participar com dois grandes artistas do movimento hip hop.

A terceira oficina aconteceu no Céu Butantã, zona oeste, no dia 18 de abril, com um bom público, que apreciou com muita dedicação e atenção a cada passo apresentado nas oficinas.

A quarta oficina, no dia 19 de abril, foi no Céu Meninos, no bairro de São João Clímaco, zona sul. Esta, infelizmente, por motivos da falta de divulgação do próprio espaço, além de uma partida de futebol entre São Paulo e Corinthians, que disputavam uma vaga na final do Campeonato Paulista, e do sol forte, contou com apenas sete participantes para as duas oficinas. Mesmo assim, foi muito produtivo e proveitoso, pois os oficineiros puderam dar mais atenção para cada participante.

A última oficina aconteceu no dia 25 de abril no Céu Sapopemba, zona leste, com o maior número de público do projeto. Antes de começar, já era grande o número de pessoas que ficavam rodando, ansiosas para o início do curso.

Os alunos que participaram dessas oficinas saíram com um ótimo conteúdo, pois a base dada por DJ $mokey Dee e DJ Big Edy foi de muita produtividade. Seria bem legal se o projeto se estendesse para as comunidades carentes do interior do Estado, pois apresentaram uma riqueza muita grande para o movimento hip hop e suas vertentes, seus conceitos, e, principalmente, demonstraram um show de solidariedade, já que poucos têm a oportunidade de ter uma iniciação musical e artística tão bem elaborada didaticamente falando.

Texto e fotos: Nilson Rizada

Dança de rua: etapa pelo interior de São Paulo supera expectativas

Depois do grande sucesso da primeira exposição de Nelson Triunfo no ano passado, o projeto “A original dança de rua: dos primeiros passos à atualidade” voltou com força máxima para sua segunda edição, dessa vez no interior de São Paulo. As cidades escolhidas foram Piracicaba, Pirapora do Bom Jesus, Itu, Diadema e, finalizando, a linda cidade de Atibaia.

Em Piracicaba, o evento foi realizado na Casa de Hip Hop, com uma média de público muito boa, com mais de 500 pessoas ligadas ao movimento. Antes do show de Nelson Triunfo apresentaram-se grupos de break da cidade e regiões vizinhas. O secretário de cultura da cidade também marcou presença e fez questão de apoiar o evento.

Na segunda cidade, Pirapora do Bom Jesus, o tempo quase atrapalhou a exposição, que, por duas vezes, teve de ser interrompida pela leve garoa, mas o público não arredou o pé. Com pista de skate e quadra de basquete, o lugar estava num clima totalmente hip hop, com a presença de vários b.boys, grafite, grupos de rap e o DJ Meio Kilo nas pickups, agitando muito o evento, que teve ainda a batalha dos MC’s, com um fantástico improviso de vários rappers duelando durante meia hora.

A terceira etapa do projeto foi uma das melhores. A cidade de Itu recebeu de braços abertos a exposição de Nelson Triunfo. O lugar não poderia ser melhor: a praça central de Itu, uma vista maravilhosa. O público, superior a mil pessoas, foi à Praça Independente, mais conhecida como Praça do Carmo, que ficou lotada para ver a exposição e o show. Um dos destaques desse dia foi um artista grafiteiro da região, o Grafitú, com o artista Adelson, que fez um enorme painel em grafite de Nelson na lateral do palco principal. O visual da praça deu um destaque a mais para a exposição, com chafariz e uma bela paisagem.

A quarta etapa da exposição foi em território familiar para Nelson, que sempre apoiou a Casa de Hip Hop de Diadema, onde desenvolve oficinas culturais de hip hop nas escolas e centros culturais e atua como Assessor da Casa de Cultura do Hip Hop, uma das casas culturais modelo para o resto de nosso país. Rolaram shows dos grupos Pentágono, que faz uma mistura do rap com o reggae, agitando o ótimo público, e Kamau, um dos mais renomados rappers de Sampa, que fez um show impecável, levantando a galera hip hop.

A última cidade fechou com chave de ouro. Atibaia é uma das cidades mais culturais do Estado de São Paulo e sempre apoiou muito a cultura musical. Existe em Atibaia a Fanfarra Municipal de Atibaia, a Fama, uma das maiores fanfarras do país, hoje banda marcial, que sagrou-se campeã mundial em 2005. Lá a exposição aconteceu no Centro Comunitário do Jardim Imperial, com a presença do secretário de cultura Edson Rodrigues, o popular Beleza, que fez questão de dar todo apoio aos grupos de dança da região, rappers, break’s, b.boys e b.girls, que mostraram toda arte do movimento hip hop. A exposição agradou a comunidade e moradores vizinhos, pois a quadra do centro comunitário é encostada por várias casas vizinhas, que nem precisaram entrar na quadra para assistir à apresentação de Nelson Triunfo, que trouxe de São Paulo para esta e todas as apresentações das exposições um dos maiores dançarinos de break de sampa: Fabio Umbelino, o famoso Zóio, também coreógrafo do próprio Nelson.

Além de alguns dançarinos que Nelson trouxe para essas exposições, com certeza uma das grandes atrações foi o filho de Nelson, Andril, que, com cinco anos de idade fala um pouco de inglês, sabe todas as capitais do Brasil e do mundo, e ainda improvisa no free style, a arte de improvisar a rima. Sem sombra de dúvida um show à parte nessas cinco cidades por onde a exposição passou.

Essa segunda etapa do projeto foi muito mais produtiva que na capital. Parece que a população do interior é mais receptiva que a da cidade de São Paulo. A média de público foi acima do esperado, para alegria da produção da Associação Cultural Dynamite e do Próprio Nelson Triunfo.

Texto e fotos: Rizada

DEMOFEST 2008 Realiza grande final com Ratos de Porão

E o tradicional projeto DemoFest faz a grande final de sua edição de 2008, no dia 29 de março de 2009, domingo, a partir das 13 horas, no Centro Cultural da Juventude em São Paulo com a participação das 12 bandas classificadas e do grupo Ratos de Porão. O evento é uma parceria entre o Dynamite Pub, Associação Cultural Dynamite e Centro Cultural da Juventude.
As primeiras duas eliminatórias do evento de 2008 foram realizadas no Dynamite Pub, e as quatro demais no Centro Cultural da Juventude, totalizando 12 bandas classificadas, sendo uma pela escolha dos jurados a a outra pelo escolha do público. Para a final cinco jurados avaliarão os quesitos: música, letra, performance de palco, execução musical e empatia com o público. Todos já ganharam direito à gravação de uma faixa em estúdio para o lançamento de uma futura coletânea virtual que estará disponibilizada no site Dynamite Online www.dynamite.com.br. O grupo que vencer a final ainda ganhará instrumentos musicais como prêmio.
As bandas classificadas para a final são: BR.U.K, GANGS OF BANGS, CALM MANNER, ESTIGMA, ROCKERS 32, E. MORTAIS – MENTES EM HARMONIA, LH SYSTEM, REFLEXÃO, FUN-DATE, FUNNY GUN, LITERATURA SUBURBANA e 2 PRA1 SOUNDSYSTEM.

SERVIÇO
DEMOFEST 2008
Grande Final com participação das 12 bandas classificadas e do grupo Ratos de Porão.
29 de março de 2009, domingo a partir das 13 horas.
Centro Cultural da Juventude – Anfiteatro – Zona Norte
Endereço: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.641
Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo – SP (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Tel: (11) 3984-2466 – E-mail:
ccjredessociais@prefeitura.sp.gov.br
Site: http://centrodajuventude.prefeitura.sp.gov.br

Tenda LGBT

A Associação Cultural Dynamite em parceria com o CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da cidade de São Paulo realizou nos dias 24 e 25 de janeiro a Tenda LGBT no Vale do Anhangabaú. O evento foi um sucesso absoluto. Confira abaixo alguns registros:

Saiba como foi a entrega do Prêmio Dynamite

Foi realizada na noite do dia 14 de janeiro a entrega do Prêmio Dynamite de Música Independente referente a 2007 e votado pelo público em 2008. A cerimônia, realizada num auditório da Assembléia Legislativa de São Paulo, foi apresentada por Kaká Schwartzman, que apresenta o programa Crash TV.

Os primeiros a serem chamados para botarem as mãos no troféu – três bananas de dinamite com um relógio-despertador, produzida pela Oficina de Jóias – foram os integrantes da banda paranaense Sugar Kane, vencedores na categoria Punk/Hardcore.

Dando continuidade, foi anunciada a banda vencedora na categoria Heavy Metal: a paraense Madame Saatan. Como não puderam estar presentes, os músicos mandaram um vídeo de agradecimento. O mesmo aconteceu com o vencedor na categoria Personalidade. Assim como seus conterrâneos, Bernie Walbenny – um dos maiores produtores culturais do Norte do Brasil – também teve seu agradecimento transmitido através do telão. O Pará ainda levou mais uma dinamite. O Quaderna, vencedor na categoria Destaque Regional, teve um integrante presente para recebê-las, contudo.

O goiano Fabrício Nobre subiu ao palco duas vezes. Primeiro para receber pela Monstro Discos, eleita na categoria Selo/Gravadora, e depois pela Abrifin – a qual preside – que levou o prêmio na categoria Produtora/Movimento/Associação. O Centro-Oeste teve mais um vencedor. A banda cuiabana de folk rock Vanguart também estava lá para levar para casa o prêmio na categoria Indie, e Helio Flanders, vocalista da mesma, ainda aproveitou para receber pelo programa mineiro Alto-Falante, mais uma vez vencedor na categoria Programa de TV/Emissora.

O Mundo Rock de Calcinha, de São Paulo, levou na categoria Programa de Rádio/Emissora e um dos representantes aproveitou o discurso de agradecimento para convidar a banda feminina Lipstick, também de São Paulo, para ir ao estúdio ainda esse ano para participar do programa. As meninas do Lipstick, aliás, já haviam recebido o troféu na categoria Pop. Os aplausos foram calorosos. Não só aplausos, como também assovios. A ala masculina se empolgou com o quinteto. Pedro D’Eyrot, do Bonde do Rolê, recebeu as dinamites pelo grupo paranaense, que faturou na categoria Música Eletrônica.
Numa pequena pausa, André Pomba, publisher da Dynamite, prestou homenagens emocionadas a três grandes nomes do rock nacional que nos deixaram recentemente: Fran (Chave do Sol), Coquinho (Patrulha do Espaço), Deborah Carvalho (Made In Brazil). Em seguida foram entregues troféus de homenagem ao deputado Bruno Covas, que convocou a todos para participar da CPI que investigará a arrecadação do ECAD, e Toninho, que está há 15 anos no comando da Galeria do Rock, um dos marcos de São Paulo, e ainda preside o Centro Cultural da Galeria.

De volta aos vencedores, um representante foi buscar as bananas de dinamite pela jovem paulistana Mallu Magalhães, que ganhou na categoria revelação. Enquanto o rapaz se dirigia ao palco, alguém gritou “Como você está diferente, Mallu!”, para uma gargalhada geral. Até o rapaz não se conteve.

A banda gaúcha Pata de Elefante venceu na categoria Instrumental, mas pediu para Luiz Miranda (guitarrista do Chimpanzé Clube Trio, que havia concorrido na mesma categoria) guardar o troféu.

São Paulo ainda ficou com os prêmios de Melhor Evento, conquistado pelo ABC Pró HC; Veículo Impresso, conquistado pela Rolling Stone Brasil; e Rap/Hip Hop/Black, conquistado por Xis. O Hangar 110, também de Sampa, levou mais uma vez na categoria Casa de Shows Alternativos, e Marcão estava lá mais uma vez para agradecer. Em sete edições de Prêmio Dynamite, o Hangar levou seis vezes e é o melhor vencedor na história da premiação.
O vocalista Fauzi recebeu pela Tribo de Jah, banda maranhense vencedora na categoria Reggae/Ska. Com sua voz inimitável, Fauzi agradeceu e disse que gostaria de usar a dinamite para explodir com o esquemão do jabá. E ali não devia ter quem não concordasse.

Fernanda Takai, vencedora na categoria MPB/Samba, também agradeceu via vídeo e explicou que não pôde comparecer porque está tentando vencer mais um prêmio, dessa vez na categoria “melhor mãe”. No vídeo, Fernanda pintava pedrinhas com sua filha Nina.

Para encerrar a cerimônia os gaúchos do Cachorro Grande foram receber mais uma vez o prêmio na categoria Rock. Depois de agradecer, a banda convidou a todos para a esperada cerveja, que seria servida no hall. E com o calor que fazia, ninguém nem pensou em hesitar. O fim de noite foi em clima de encontros e também reencontros de pessoas de diferentes partes do Brasil, todas celebrando nossa tão querida música independente.

Texto: Bruno Palma Fernandes
Fotos: Raul “Bones” Souza (Oficina de Jóias)