ABDU$OM HIP HOP – Tour Interior de São Paulo 2010

Depois de sua bem sucedida primeira edição pela cidade de São Paulo, o projeto ABDU$OM apresentará durante os meses de janeiro e fevereiro de 2010 sua tour pelo interior de São Paulo. O projeto consiste em levar a arte do hip hop através de cinco dias de oficinas para a população carente de cinco cidades do Estado. Serão cinco oficinas de técnicas de DJ e produção de bases de hip hop, com orientação do DJ e produtor Smokey Dee e do DJ Big Edy.
Participarão de cada oficina aproximadamente 20 jovens entre 14 e 26 anos. Com esse número de participantes, cada jovem obterá um maior aproveitamento da oficina. Para participar, todos deverão se inscrever previamente. As oficinas terão inscrições gratuitas. As cidades e locais selecionados são:

23 de janeiro – Pirapora do Bom Jesus
Casa da Cultura (Rua Newton Prado, 08)

30 de janeiro – Mairiporã
Espaço da Cultura (Rua XV de Novembro, 167)

31 de janeiro – Jacareí
CEJU – Centro da Juventude (Rua New Jersey, 420)

06 de fevereiro – Diadema
Centro Cultural Canhema – Casa do Hip Hop (Rua 24 de Maio, 38)

07 de fevereiro – São Caetano do Sul

Estação Jovem (Rua Serafim Constantino, s/n°)

As oficinas consistem em:

OFICINAS DE PRODUÇÃO DE BASES PARA HIP HOP

As oficinas tem um período de quatro horas, apresentando toda a estrutura, funcionamento e manuseios de softwares utilizados por DJ’s e produtores.

Técnicas de samplers, edição, sequencer, e finalização
Técnicas de utilização de softwares
Programas: Reason, Sound Forge, Recycle e Plug-ins

Durante a oficina o aluno aprenderá:

Samplear de vinil e CD
Editar e tratar o sample a ser utilizado
Montar a base (sequenciar)
Mixar
Finalização e pré-master utilizando Plug-ins

OFICINAS  DE DJ

As oficinas tem um período de quatro horas, apresentando toda a estrutura, funcionamento, e manuseios dos equipamentos usados por DJ’s em bailes e apresentações.

Conservação do vinil
Contagem do tempo (bpm)
Viradas e articulação (contato com agulha e vinil)
Achar o ponto do vinil para colagem
Noções de regulagens, volumes e equilíbrio de som

O projeto “ABDU$OM – Tour Interior de São Paulo 2010” é realizado pelo Associação Cultural Dynamite com o apoio do ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura.

Informações: Hanilton Scofield – hanilton@dynamite.com.br | Telefone (11) 3064-1197 / 9767-8150

BOAS FESTAS!

Público se diverte com grandes clássicos no Chuveiro In Concert do Mix Music

19/11/2009 – São Paulo – Choperia do SESC Pompéia

Começou animado o Mix Music na Choperia do SESC Pompéia, sob o comando de Érika Martins. A ex-Penélope deu início ao show, chamado Chuveiro In Concert, cantando “Can’t Take My Eyes Off Of You”, fazendo todo mundo pular e cantar em coro na hora do refrão.

Depois de cantar “Jardins da Babilônia”, de Rita Lee, Érika chamou ao palco o cantor André Frateschi, o líder do projeto Heroes, que faz covers de David Bowie. A primeira que André cantou foi “Can’t Buy Me Love”, do Beatles. Sua participação continuou com “Meu Erro”, do Paralamas do Sucesso, e, como não podia faltar, “Rebel Rebel”, de Bowie, esta já com sua mulher, Miranda Kassin, em cima do palco. O casal, em seguida, fez um dueto flamejante em “Light My Fire”, do The Doors.

Érika, que dançava e brincava com o público e os músicos o tempo todo, voltou a se destacar em cena na meiga “Estúpido Cupido”, de Celly Campello. Na seqüência, “Ando Meio Desligado”, do Mutantes, ganhou uma interpretação bem descolada de Miranda e André, mais uma vez, com destaque para os backing vocais em falsete do carismático cantor.

Assim como André é conhecido pelo Heroes, Miranda é famosa pelo projeto I Love Amy, no qual interpreta Amy Winehouse. Sendo assim, “Rehab”, da garota problema inglesa, também não podia ficar de fora. Durante essa música, aliás, alguém na plateia deu à cantora um copo de bebida para compor melhor o figurino. Perfeito! Depois dessa, Érika brilhou em “Perigosa”, das Frenéticas. Essa levantou todo mundo.

Mais um convidado entrava no palco da Choperia, e mais um casal se formava. Gabriel Thomaz, vocalista e guitarrista do Autoramas, foi apresentado por Érika, sua mulher, e mandou de cara “Twist And Shout”, contando com a ajuda dos presentes na hora dos berros. Depois cantou “É Proibido Fumar”, do rei Roberto Carlos. Durante essa música, Gabriel, fumante confesso, lamentou a nova lei, que proíbe fumar em ambientes fechados. Alguém deu a ele um cigarro. Ele agradeceu; preferiu não acendê-lo, mas passou um bom tempo com ele na mão.

O grande momento de Gabriel viria logo depois, com “Meu Sangue Ferve Por Você”, de Sidney Magal, cantada em dueto com Érika. O líder do Autoramas chegou a tentar uns passinhos. Não foi lá muito bem sucedido, mas foi divertido de ver. Outro dueto do casal veio em “A Mais Pedida”, que o Raimundos gravou no fim da década passada com participação da própria Érika. “Abre a Rodinha”, de Sarajane, abriu rodas no meio do público e manteve o clima de diversão que tomava o ambiente. Antes da última convidada aparecer rolou “A Menina Dança”, do Novos Baianos.

Rosana entrou e fizou sozinha no palco. Foi para trás do teclado e de lá mandou “Custe o que Custar”, com direito a mãozinhas para cima no refrão. Depois a cantora chamou a banda e mandou outra balada, esta mais conhecida: “Nem Um Toque”. “O Amor e o Poder”, seu grande hit veio em seguida.

No finalzinho da festa, todos os participantes do show subiram ao palco para cantar “Dancing Days”, das Frenéticas. Érika Martins lembrou que o Mix Music era um evento que prezava pela diversidade sexual e que todos estavam ali para comemorar o direito que cada um tem de gostar de quem bem entender, independente das preferências. “Whisky A Go Go”, do Roupa Nova, e “I Will Survive”, de Gloria Gaynor (nesta, Gabriel Thomaz fez com a boca os solos de metais), puderam fim à apresentação.

Os cantores e os excelentes músicos da banda de apoio se despediram, mas o público não estava pronto para ir embora. Para um último adeus, Rosana subiu mais uma vez e mandou um bis de “O Amor e o Poder”, com participação especial de Érika Martins e de Hanilton Scofield, produtor do Mix Music, que arrancou gritos do público com sua dancinha sensual. Agora, sim, era o fim do festival. Quem foi se divertiu bastante.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Thais Viana

Começa na sexta-feira o festival Mix Music

Começa na sexta, dia 13 de novembro, a décima edição do festival Mix Music, a parte musical do festival de cinema Mix Brasil. O evento musical, assim como o cinematográfico, aborda a temática da diversidade sexual.

Essa próxima edição será realizada em quatro dias, em quatro lugares diferentes de São Paulo.

Confira a programação completa:

13/11 – 20h
Mix Music Karaokê – Centro Cultural da Juventude

O evento, com entrada gratuita, será comandado pela top drag Thalia Bombinha, tendo a participação especial das drags Renata Peron e Valenttini como juradas. A noite conta ainda com discotecagem do DJ André Pomba. Todos podem se inscrever antecipadamente ou mesmo na hora, tendo um minuto pra mostrar (ou não) o seu talento, com direito a prêmios inusitados.

15/11 – 16h
Mix Music na Vitrine – Galeria Olido

Mais um evento com entrada gratuita. Na Olido, três bandas do cenário independente mostrarão seu trabalho. São elas: Paris Le Rock, The Trixers e Twinpine(s).

19/11 – 21h
Mix Music Chuveiro in Concert – Choperia do SESC Pompéia

No comando desse show estará a cantora Érika Martins (foto – ex-Penélope) com uma super banda, tendo como vocalistas convidados Gabriel Thomaz (Autoramas), André Frateschi, Miranda Kassin e a grande ícone dos anos 80: Rosana. Os ingressos, à venda em toda Rede SESC, custam R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes), R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Para mais informações sobre o festival e os artistas participantes, acesse o seguinte endereço:
http://www.festivalmixmusic.com.br/

Rádio de Outono apresenta novo formato no encerramento da Mostra do Prêmio Dynamite

04/10/2009 – São Paulo – SESC Pompéia

A segunda noite da Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente foi iniciada com a banda carioca R.Sigma. O quinteto funde em seu som influências diversas e distantes, como uma combinação improvável de At The Drive-In com Los Hermanos, se fosse para comparar com alguma coisa. O importante é que o resultado da junção dessas referências é uma identidade sonora bastante interessante, com um excelente trabalho instrumental e uma preocupação bacana com as letras. Para melhorar, em ação a banda é melhor ainda. Os guitarristas Tomás e Diogo tocam com muita garra, mas os olhos são constantemente atraídos para o vocalista Lucas, descalço, que se move como se sentisse a música passando por dentro de seu corpo. O show trouxe ótimas músicas do álbum de estreia do R.Sigma, “Reflita-se”, dentre as quais de sobressaíram “O Mito do Insubstituível” e “Sobre Trunfos e Bandeiras” – a última do show dos cariocas.

Na sequência veio a dupla brasiliense Lucy And The Popsonics, com seu electro rock modernoso. A vocalista e baixista Fernanda contou ao microfone o quanto tocar no SESC era especial para ela, particularmente, e explicou o motivo disso: ela foi medalha de ouro em natação pelo SESC na infância. No show foram tocadas músicas dançantes, como “Garota Rock Inglês”, “Chick Chick Boom”, “Eletronische Musik” e “Coração Empacotado”. É necessário dizer que Fernanda canta todas as músicas exatamente do mesmo jeito, o que faz com que todas elas fiquem extremamente parecidas e com que o show logo cause cansaço. Seria interessante dar uma variada nisso aí. Além disso, a versão electro para “Refuse/Resist”, grande clássico do Sepultura, não colou de jeito nenhum. Para o encerramento a dupla deixou a engraçadinha “I Wanna Be Your Tamagotchi”, cantada em versão bilíngue – parte em inglês, parte em português.

A última banda a se apresentar na Mostra foi a recifense Rádio de Outono. O quarteto de pop rock, que começou carreira sem guitarra, com melodias guiadas por um teclado simpático, apresentou nesse show uma nova formação, agora com guitarra e sem teclado. Nesse novo formato a banda mostrou versões diferentes, inevitavelmente mais pesadas, de músicas como “Espelhos Quebrados”, por exemplo. O Rádio de Outono encerrou a Mostra com um show animado, sob uma belíssima iluminação.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Hanilton Scofield

Rock Rocket fecha em alta temperatura a primeira noite da Mostra do Prêmio Dynamite

03/10/2009 – São Paulo – SESC Pompéia

A primeira banda a se apresentar na Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente foi o Instiga. O trio de Campinas/SP entrou no palco com o público ainda se acomodando nos assentos do teatro do SESC Pompéia. A banda aqueceu os presentes com sua peculiar mistura de indie rock com a mpb de nomes como Chico Buarque e Belchior. Músicas como “Olá”, “Sabiá” e “Tem Uma Banda” chamam a atenção pelos vocais despretensiosos, paradinhas surpreendentes, a guitarra balanceando bem base e riffs astutos e as excelentes linhas de baixo (não é à toa que o instrumento até ganha espaço para solo numa das músicas). Durante sua apresentação, o Instiga fez os que já conheciam cantarem junto e despertou curiosidade nos que ainda não estavam familiarizados com sua música. A banda ainda aproveitou o evento para tocar uma música inédita, chamada “Não Se Mate”.

Dando continuidade à Mostra, o Seychelles, da capital paulista, fez um show com uma pegada bem diferente da banda que havia acabado de se apresentar. Apesar da diferença de postura – um tanto mais polida –, o Seychelles divide com o Instiga a mistura de referências da música internacional (que vão do rock psicodélico à música eletrônica) com inspirações brasileiras, como o Secos & Molhados (provavelmente pelo fato do timbre de voz do vocalista Gustavo Garde remeter em muitos momentos ao de Ney Matogrosso). O Seychelles usou boa parte do tempo para apresentar músicas de seu álbum mais recente, “Nananenen”, como “No Caminho de Shangri-la”, “Highway” e “Poperô”. Os melhores momentos do show foram as barulheiras que a banda produziu ao final de algumas músicas, com efeitos e microfonias. A utilização de dois painéis luminosos um de cada lado do palco e um giroflex bem no centro, e a divertida movimentação de palco do baixista Fernando Cortez também mereceram destaque.

Para encerrar a noite, os também paulistanos do Rock Rocket, notadamente a atração mais aguardada. O trio incendiou o palco com seu rock sujo, simples e direto. Tocaram músicas como “Ninfomaníaca”, “Por Um Rock’n’Roll Mais Alcoólatra e Inconsequente”, “Cerveja Barata” (que foi cantada em coro) e “Puro Amor Em Alto Mar”, que serviu para o encerramento da apresentação, regada a cerveja. Falando em cerveja, em dado momento o baterista Alan, ao microfone, pediu desculpas ao Seychelles por ter roubado todo o suco de cevada do camarim enquanto a banda se apresentava. Difícil perdoar uma dessa, hein? Enfim, o Rock Rocket levantou o público das cadeiras, fazendo os mais animados caírem na dança, e assim terminava a primeira noite da festa.

Texto: Bruno Palma
Fotos: Hanilton Scofield

Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente

O Prêmio Dynamite de Música Independente existe desde 2002 e é o maior mapeamento que se tem notícia da cena independente brasileira. Desde o ano passado, a Associação Cultural Dynamite em parceria com o SESCSP, passou a realizar a Mostra do Prêmio Dynamite de Música Independente no Teatro do SESC Pompéia, reunindo algumas revelações e destaques deste cenário de todo o Brasil. Este ano a mostra se realizará nos dias 3 e 4 de outubro e trará grupos de variados estilos e Estados.

Dia(s) 03/10 – Sábado, 21h.

Instiga – Em turnê de divulgação do terceiro CD “Tenho uma banda”, lançado em 2008, a banda campineira firmou-se no cenário independente com seu rock cru e agressivo. Seus dois primeiros álbuns, “Máquina Milenar” (2005) e “Menino Canta Menina” (2007) ganharam destaque na mídia especializada e levou os garotos a serem escolhidos pela BBC de Londres como a única representante da América do Sul entre as 20 finalistas do concurso global The Next Big Thing.

Rock Rocket – Banda conhecida da cena independente, os Rock Rocktes darão nesse show uma demonstração do seu rock rápido, direto e desbocado. No repertório, divertidas canções punk como “Cerveja Barata”, “Por um Rock’n’Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente” e “Doidão”.

Seychelles. “O grupo traz em seu som algo de retrô, quase inconsciente, que ajuda a manter acesa a chama metropolitana, urbana e underground do rock”. Palavras de Edgard Scandurra. No palco a banda traz melodias intrigantes, arranjos bem amarrados, letras inteligentes e toda a empolgação rock´n´roll.

Dia(s) 04/10 – Domingo, às 18h.

R.Sigma – A banda surgiu em 2004, e desde então é presença constante em importantes festivais, como os Secret Shows do MySpace, Mada, Feira da Música de Fortaleza e Grito Rock. Foi a banda vencedora do Festival Nokia Xpress Bands 2008. Em julho deste ano, o R.Sigma lançou seu primeiro CD, “Reflita-se”.

Lucy and the Popsonics – O conceito é simples: Uma garota, um garoto e um mp3 player. O Lucy and the Popsonics talvez seja a primeira banda a desafiar leis matemáticas e criar uma dupla com três integrantes: Fernanda, Pil Popsonic e a bateria eletrônica Lucy.Os sons digitais dão a base para sua música: um pop despretensioso, que não deixa de lado uma certa acidez. No repertório, as músicas do primeiro álbum “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”.

Rádio de Outono – Banda consolidada no cenário pop recifense e nordestino, a Rádio de Outono consegue aliar repertório com potencial radiofônico e qualidade artística. Tendo como referência nomes como Mutantes, Beach Boys, Pato Fu e Gang 90, o grupo obtém uma sonoridade atípica, marcada principalmente pela ausência de guitarras.

Não recomendado para menores de 12 anos.

Preços: R$ 16,00 [inteira]; R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]; R$ 4,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]. Ingressos à venda em toda a Rede SESC.

Local: Teatro do SESC Pompéia – Rua Clélia, nº93 – Pompéia – São Paulo / SP Telefone (11) 3871-7700 – 0800 11 8220 – Site: www.sescsp.org.br

Informações: Hanilton Scofield – hanilton@dynamite.com.br / (11) 9767-8150

Galeria do Rock comemora o Dia do Rock com shows

11 e 12/07/2009 – São Paulo – Galeria do Rock

Sábado e domingo, dias 11 e 12 de julho, foram dias de festa na Galeria do Rock. Antecipando a comemoração do Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de julho, o Instituto Cultural Galeria do Rock, com o apoio da Associação Cultural Dynamite, promoveu eventos com shows, moda rock, móbiles e escultura.

No sábado apresentaram-se três bandas: Izi, Mr.Clown e Iluvines. O Izi traz um pop rock, bem eficiente e honesto. O destaque do quarteto  é a vocalista Anna Flávia, que tem boa presença de palco e voz marcante. Além de músicas próprias, fizeram um cover para “Beat It”, do Michael Jackson, que saiu bem legal.

Logo após, vieram os mineiros do Mr. Clown, que tocaram um hardcore melódico sem inovações, mais de forma competente.

Depois disso, todo mundo desceu para o segundo andar da galeria para conferir um desfile de moda rock. Foi um sucesso, pois, além de as roupas serem bonitas, as modelos eram ainda mais. Deleite para os barbados de plantão.

Depois do desfile, voltamos todos para o quinto andar para assistir a banda de gothic metal Iluvenis, que fez o melhor show da tarde. Formado por cinco belas e talentosas garotas, o Iluvenis apresentou um repertório somente de covers de artistas como Type O Negative, com destaque para “Sweet Dreams”, do Eurythmics, mas na versão do Mariliyn Manson. O visual gótico das meninas também fez a diferença. A banda já deveria ter material próprio. Tocar covers pode ser até legal, mas quando se trata de gente com talento, como é o caso do Iluvenis, podemos considerar como um desperdício. Conversando com a ótima baixista Tama, fiquei sabendo que elas estão produzindo material próprio. Preparem-se, pois vem surpresa boa por aí!

No domingo, confesso que fiquei um pouco preocupado, pois o mau tempo de sábado prejudicou um pouco a vinda de público. No domingo, o tempo estava igual ao de sábado, mas prevaleceu uma máxima: não existe tempo ruim para o rock! Mesmo com o tempo ameaçando chuva, a galera compareceu em peso. Infelizmente, e por motivo de segurança, muita gente não conseguiu entrar no show. A primeira banda a se apresentar foi o Granada, que apresentou um hardcore melódico com letras calcadas em relacionamento. A banda mostrou que tem uma boa estrutura e que conta com um bom número de fãs.

Depois do show do Granada, já se via um bom número de roqueiros e principalmente headbangers, prontos para o que viria em seguida: Baranga. A banda paulistana, formada por Xande (guitarra e vocais), Deca (guitarra), Soneca (baixo) e Paulão (bateria), entrou quebrando tudo, mostrando seu hard rock sujo, pesado. Se o Granada falou sobre amor, o Baranga falou sobre mulheres, bebedeira e carros, no melhor estilo AC/DC. A performance do quarteto contagiou a galera presente, que adorou músicas como “Pirata do Tietê”, e, como não poderia deixar de ser, “Whinsky do Diabo”. Mais uma apresentação cheia de energia do Baranga, só pra variar.

Em seguida, veio a maior banda de hard rock do Brasil: Golpe de Estado. A banda já pegou um bom público e detonou sucessos como “Sanguessugas”, “Undreground” e “Velha Mistura”, fechando com o hino “Noite de Balada”. Paulo Zinner (bateria), Nelson Brito (baixo), Kiko Muller (vocais) e o mestre Helcio Aguirra (guitarra) provam que são como vinho: quanto mais velhos, melhor!

Pena que depois do show do Golpe a maior parte da galera foi embora e perdeu o ótimo show do Zanefate, que fechou a tarde misturando reggae com outras tendências.

Ainda na galeria rolou uma exposição de três esculturas, homenageando o mestre Raul Seixas, Elvis Presley e Michael Jackson, e uma exposição de fotos montadas em móbile, mostrando astros do rock nacional e internacional. Quem foi, curtiu muito e saiu com gosto de quero mais.

Texto: Marcelo Teixeira
Fotos: AS Neto

Abdu$om faz sucesso com projeto de oficinas gratuitas

04, 05, 18, 19 e 25/04/2009 – Céu Perus, CCJ, Céu Butantã, Céu Meninos e Céu Sapopemba – São Paulo

O Projeto Abdu$om, com o apoio da Secretaria da Cultura, no Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, e da Associação Cultural Dynamite, mostrou o que se pode fazer para as comunidades carentes que fazem parte da população periférica e gostam do movimento hip hop, acreditando na educação como forma de cultura e integração social, deixando-as longe do foco das drogas e do submundo do crime.

O movimento hip hop é uma forma de mostrar para a sociedade as coisas boas que acontecem dentro da periferia, colocando o jovem em ações sociais e possibilitando transformações que podem reverter o quadro triste da marginalidade que corrompe muitos jovens dentro de favelas, bairros periféricos e lugares onde a cultura passa longe.

As oficinas realizadas pelo Abdu$om possibilitaram uma nova visão para futuros profissionais que um dia pensam em trabalhar como DJ’s e produtores musicais.         Foi o primeiro passo de uma caminhada que pode com certeza direcionar aqueles que participaram das oficinas.

A primeira oficina aconteceu no dia 04 de abril no Céu Perus, zona oeste de Sampa, com ótima estrutura, telão e tudo mais. Muitas pessoas fizeram suas inscrições na hora, resultando em um bom número de alunos para as oficinas. Estes questionaram, participaram e tiraram todo tipo de dúvida com os oficineiros Big Edy e $mokey Dee, que possui uma bagagem invejável, com mais de 20 anos ligado ao movimento hip hop, e fundador de um dos grupos mais expressivos do rap nacional, o Doctor MC’s, junto com Dog Jay e MCA.

$mokey Dee apresentou todo um processo de criação na montagem de bases para hip hop, mostrando para algumas pessoas que já estão montando seus grupos de rap que eles mesmos podem fazer suas próprias bases. Por outro lado, o DJ Big Edy apresentou técnicas de mixagem de DJ, colocando o aluno em contato com o vinil, pickups e mostrando  para  os futuros DJ’s os tempos, contagens e tudo para que a mixagens saíssem perfeitas.

Big Edy é profissional desde 1999, e nesses 10 anos de carreira participou do maior campeonato de DJ’s de São Paulo, onde sagrou-se como um dos 12 melhores DJ’s do Estado, tocando ao lado de grandes e renomados grupos e DJ’s, tais como os norte-americanos Jurassic 5, WildChild, Medafoar e DJ Homes, além de outras celebridades do rap nacional e internacional.

A segunda oficina, no dia 05 de abril, realizada no Centro Cultural da Juventude (o famoso CCJ) foi um marco para a comunidade do Cachoeirinha, zona norte.  O centro cultural ficou lotado para a felicidade dos oficineiros, que receberam a lotação máxima das inscrições, até ultrapassando o limite permitido. Houve até um rodízio para aqueles que não conseguiram se inscrever, dando uma prova de união entre os participantes, pois todos ali não queriam perder a oportunidade de ver e participar com dois grandes artistas do movimento hip hop.

A terceira oficina aconteceu no Céu Butantã, zona oeste, no dia 18 de abril, com um bom público, que apreciou com muita dedicação e atenção a cada passo apresentado nas oficinas.

A quarta oficina, no dia 19 de abril, foi no Céu Meninos, no bairro de São João Clímaco, zona sul. Esta, infelizmente, por motivos da falta de divulgação do próprio espaço, além de uma partida de futebol entre São Paulo e Corinthians, que disputavam uma vaga na final do Campeonato Paulista, e do sol forte, contou com apenas sete participantes para as duas oficinas. Mesmo assim, foi muito produtivo e proveitoso, pois os oficineiros puderam dar mais atenção para cada participante.

A última oficina aconteceu no dia 25 de abril no Céu Sapopemba, zona leste, com o maior número de público do projeto. Antes de começar, já era grande o número de pessoas que ficavam rodando, ansiosas para o início do curso.

Os alunos que participaram dessas oficinas saíram com um ótimo conteúdo, pois a base dada por DJ $mokey Dee e DJ Big Edy foi de muita produtividade. Seria bem legal se o projeto se estendesse para as comunidades carentes do interior do Estado, pois apresentaram uma riqueza muita grande para o movimento hip hop e suas vertentes, seus conceitos, e, principalmente, demonstraram um show de solidariedade, já que poucos têm a oportunidade de ter uma iniciação musical e artística tão bem elaborada didaticamente falando.

Texto e fotos: Nilson Rizada

Dança de rua: etapa pelo interior de São Paulo supera expectativas

Depois do grande sucesso da primeira exposição de Nelson Triunfo no ano passado, o projeto “A original dança de rua: dos primeiros passos à atualidade” voltou com força máxima para sua segunda edição, dessa vez no interior de São Paulo. As cidades escolhidas foram Piracicaba, Pirapora do Bom Jesus, Itu, Diadema e, finalizando, a linda cidade de Atibaia.

Em Piracicaba, o evento foi realizado na Casa de Hip Hop, com uma média de público muito boa, com mais de 500 pessoas ligadas ao movimento. Antes do show de Nelson Triunfo apresentaram-se grupos de break da cidade e regiões vizinhas. O secretário de cultura da cidade também marcou presença e fez questão de apoiar o evento.

Na segunda cidade, Pirapora do Bom Jesus, o tempo quase atrapalhou a exposição, que, por duas vezes, teve de ser interrompida pela leve garoa, mas o público não arredou o pé. Com pista de skate e quadra de basquete, o lugar estava num clima totalmente hip hop, com a presença de vários b.boys, grafite, grupos de rap e o DJ Meio Kilo nas pickups, agitando muito o evento, que teve ainda a batalha dos MC’s, com um fantástico improviso de vários rappers duelando durante meia hora.

A terceira etapa do projeto foi uma das melhores. A cidade de Itu recebeu de braços abertos a exposição de Nelson Triunfo. O lugar não poderia ser melhor: a praça central de Itu, uma vista maravilhosa. O público, superior a mil pessoas, foi à Praça Independente, mais conhecida como Praça do Carmo, que ficou lotada para ver a exposição e o show. Um dos destaques desse dia foi um artista grafiteiro da região, o Grafitú, com o artista Adelson, que fez um enorme painel em grafite de Nelson na lateral do palco principal. O visual da praça deu um destaque a mais para a exposição, com chafariz e uma bela paisagem.

A quarta etapa da exposição foi em território familiar para Nelson, que sempre apoiou a Casa de Hip Hop de Diadema, onde desenvolve oficinas culturais de hip hop nas escolas e centros culturais e atua como Assessor da Casa de Cultura do Hip Hop, uma das casas culturais modelo para o resto de nosso país. Rolaram shows dos grupos Pentágono, que faz uma mistura do rap com o reggae, agitando o ótimo público, e Kamau, um dos mais renomados rappers de Sampa, que fez um show impecável, levantando a galera hip hop.

A última cidade fechou com chave de ouro. Atibaia é uma das cidades mais culturais do Estado de São Paulo e sempre apoiou muito a cultura musical. Existe em Atibaia a Fanfarra Municipal de Atibaia, a Fama, uma das maiores fanfarras do país, hoje banda marcial, que sagrou-se campeã mundial em 2005. Lá a exposição aconteceu no Centro Comunitário do Jardim Imperial, com a presença do secretário de cultura Edson Rodrigues, o popular Beleza, que fez questão de dar todo apoio aos grupos de dança da região, rappers, break’s, b.boys e b.girls, que mostraram toda arte do movimento hip hop. A exposição agradou a comunidade e moradores vizinhos, pois a quadra do centro comunitário é encostada por várias casas vizinhas, que nem precisaram entrar na quadra para assistir à apresentação de Nelson Triunfo, que trouxe de São Paulo para esta e todas as apresentações das exposições um dos maiores dançarinos de break de sampa: Fabio Umbelino, o famoso Zóio, também coreógrafo do próprio Nelson.

Além de alguns dançarinos que Nelson trouxe para essas exposições, com certeza uma das grandes atrações foi o filho de Nelson, Andril, que, com cinco anos de idade fala um pouco de inglês, sabe todas as capitais do Brasil e do mundo, e ainda improvisa no free style, a arte de improvisar a rima. Sem sombra de dúvida um show à parte nessas cinco cidades por onde a exposição passou.

Essa segunda etapa do projeto foi muito mais produtiva que na capital. Parece que a população do interior é mais receptiva que a da cidade de São Paulo. A média de público foi acima do esperado, para alegria da produção da Associação Cultural Dynamite e do Próprio Nelson Triunfo.

Texto e fotos: Rizada